A diferença
Entre você e eu
É o medo.
Uma tem e a outra não,
Respectivamente.
E isso é tudo.
Entrelinhas perdidas possuem lugar quando partilhadas. Textos e poesias de autoria de Lívia Gallo. Instagram: @versariarse, @lviag
segunda-feira, 25 de março de 2019
quarta-feira, 20 de março de 2019
Perigo na estrada
Salta do peito
O coração.
Me assalta a alma
Sempre que te avisto
Dispara de tal forma,
Sem aviso,
Que se fosse arma de fogo,
Por certo,
Meu corpo já estaria
Estendido pelo piso.
O coração.
Me assalta a alma
Sempre que te avisto
Dispara de tal forma,
Sem aviso,
Que se fosse arma de fogo,
Por certo,
Meu corpo já estaria
Estendido pelo piso.
A pessoa escrita torna-se eterna
Pelas minhas mãos
Dei-te um milhão de vidas.
E creio que em nenhuma delas
Você me permitiria ficar.
terça-feira, 19 de março de 2019
Duas almas
No paraíso
Padeci
Porque era você
Entre quatro paredes
Para mim.
Porque era eu
Parada
Como se estivesse em prece
Sem pressa nenhuma
Ali, só para você.
Padeci
Porque era você
Entre quatro paredes
Para mim.
Porque era eu
Parada
Como se estivesse em prece
Sem pressa nenhuma
Ali, só para você.
segunda-feira, 18 de março de 2019
História de quem foi feliz
Ao fim do dia
Tu passarás
Por provação.
Não deixe que os monstros
Te tirem o chão.
Ao fim do dia
Encare sua estadia na terra
Com ousadia.
Aproveite sua vida
Como se fosse sua comédia preferida.
Quando começar o dia,
Sua existência será uma paródia das mais bonitas...
De quem pegou a dor e transformou em alegria.
Tu passarás
Por provação.
Não deixe que os monstros
Te tirem o chão.
Ao fim do dia
Encare sua estadia na terra
Com ousadia.
Como se fosse sua comédia preferida.
Quando começar o dia,
Sua existência será uma paródia das mais bonitas...
De quem pegou a dor e transformou em alegria.
Infeliz fênix do século XXI
O sofrimento
Me pega desprevenida
Me bagunça a cabeça feito o vento
Dilacera-me o peito
Me invade a vida.
Minto ao lamento.
Finjo pagar a minha dívida.
Ao fim do dia, funciona.
O que eu invento
Torna-se o meu renascimento.
Me pega desprevenida
Me bagunça a cabeça feito o vento
Dilacera-me o peito
Me invade a vida.
Minto ao lamento.
Finjo pagar a minha dívida.
Ao fim do dia, funciona.
O que eu invento
Torna-se o meu renascimento.
quinta-feira, 14 de março de 2019
Árvore
Ainda acredito
Na fortaleza acima das estrelas,
No poder que revela o equilíbrio.
Não acredito mais
Que a crueldade e a rudeza
São mitos contados por deuses.
Agora, admito,
A vida é uma árvore prestes a desabar.
Mas, ao focar na raiz e na base interna, ela aguenta.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Por dentro (e por fora), sangra
A dama
Não é jogo
Para mexer,
Como entretenimento,
Do sem discernimento
De certo e errado.
A dama
Não tem que ariar a panela,
Não nasceu para viver em cela.
Usa maquiagem para sentir-se bela.
E não usa nada, a opção é dela.
Esposa, solteira, donzela, puta guerreira!
A mulher
É livre
Para conceber, para não querer,
Para viver, não para ser morta.
Para ser qualquer coisa, menos saco de pancada.
A mulher que é de outra, é. Ela é de quem ela quiser.
Não é jogo
Para mexer,
Como entretenimento,
Do sem discernimento
De certo e errado.
A dama
Não tem que ariar a panela,
Não nasceu para viver em cela.
Usa maquiagem para sentir-se bela.
E não usa nada, a opção é dela.
Esposa, solteira, donzela, puta guerreira!
A mulher
É livre
Para conceber, para não querer,
Para viver, não para ser morta.
Para ser qualquer coisa, menos saco de pancada.
A mulher que é de outra, é. Ela é de quem ela quiser.
quinta-feira, 7 de março de 2019
Convulsão poética
Na mente
A poesia.
Na gente
A cultura.
Na revolução
A poesia cultuada.
Na mudança
A gente cutucada.
A poesia.
Na gente
A cultura.
Na revolução
A poesia cultuada.
Na mudança
A gente cutucada.
quarta-feira, 6 de março de 2019
terça-feira, 5 de março de 2019
segunda-feira, 4 de março de 2019
Arte, por assim dizer
Ao fim,
A arte trabalha,
Para a alegria
E para a tristeza,
De certa forma,
Sem distinção,
Com a mesma urgência.
No meio, um pouco
Da mesma maneira,
O importante é que toque.
E aí é que está!
Quando toca, tira
Um pouquinho do gelo
Armazenado no estoque.
A arte trabalha,
Para a alegria
E para a tristeza,
De certa forma,
Sem distinção,
Com a mesma urgência.
No meio, um pouco
Da mesma maneira,
O importante é que toque.
E aí é que está!
Quando toca, tira
Um pouquinho do gelo
Armazenado no estoque.
sábado, 2 de março de 2019
Coragem
De certo,
Vangloriar-se
De ser quem se é
Acarreta
Em demasiados dilemas.
Pessoas que louvam-se
Arrancam caretas
Tornam-se feias
São quase deserdadas
Jogadas num deserto de areia movediça.
Mas arria essa cabeça, mulher.
Você nasceu na forma exata para ser quem - e como - quiser.
Vangloriar-se
De ser quem se é
Acarreta
Em demasiados dilemas.
Pessoas que louvam-se
Arrancam caretas
Tornam-se feias
São quase deserdadas
Jogadas num deserto de areia movediça.
Mas arria essa cabeça, mulher.
Você nasceu na forma exata para ser quem - e como - quiser.
sexta-feira, 1 de março de 2019
Principalmente, principiante
A bola dourada
A esconder-se pelo mar,
Muda de palavras,
Tem poesia que afoga
Os guardiões das falsas tecnologias,
A verem estrelas brilhantes
Pelas telas dos celulares,
Desgovernados pelos jovens.
Em todas as idades
Os humanos são um pouco jovens.
Amadores diante da morte,
Noviços diante da vida.
Aprendizes a escreverem poesias,
Tentando combinar rimas.
E, por vezes, as vozes que não nos falam
Não cabem em poemas.
A esconder-se pelo mar,
Muda de palavras,
Tem poesia que afoga
Os guardiões das falsas tecnologias,
A verem estrelas brilhantes
Pelas telas dos celulares,
Desgovernados pelos jovens.
Em todas as idades
Os humanos são um pouco jovens.
Amadores diante da morte,
Noviços diante da vida.
Aprendizes a escreverem poesias,
Tentando combinar rimas.
E, por vezes, as vozes que não nos falam
Não cabem em poemas.
Mundo humano
Ambíguo
O mundo.
Pede a riqueza,
E, para tê-la,
Alguns perdem tudo.
O amor,
A paz,
A calma,
O amor e a paz na cama.
O amor e a paz na alma.
Ambíguo
O mundo.
Pede o amor próprio,
E condena, sem dó,
Os que olham para o próprio umbigo.
O mundo nos ensina
A olhar para o próprio umbigo,
A sermos inimigos.
O mundo alimenta a imagem, a competição,
Porque animal de cadeia não pensa na sua ação.
A vida
É uma comédia,
É uma vaga memória
Do que deveria ser.
A vida não tem escapatória, tentam esconder até mesmo que vamos morrer.
O mundo.
Pede a riqueza,
E, para tê-la,
Alguns perdem tudo.
O amor,
A paz,
A calma,
O amor e a paz na cama.
O amor e a paz na alma.
Ambíguo
O mundo.
Pede o amor próprio,
E condena, sem dó,
Os que olham para o próprio umbigo.
O mundo nos ensina
A olhar para o próprio umbigo,
A sermos inimigos.
O mundo alimenta a imagem, a competição,
Porque animal de cadeia não pensa na sua ação.
A vida
É uma comédia,
É uma vaga memória
Do que deveria ser.
A vida não tem escapatória, tentam esconder até mesmo que vamos morrer.
Escrita
Essa jornada
Parece um jogo, uma loucura.
Veja só, nasci como um nada
E se hoje eu morrer
De todas as palavras da lista,
Anota que fui solitária, mas fui artista.
Parece um jogo, uma loucura.
Veja só, nasci como um nada
E se hoje eu morrer
De todas as palavras da lista,
Anota que fui solitária, mas fui artista.
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