Obrigaram-nos à felicidade.
Exigência árdua a quem segue ditames.
Primeiro, os homens perderam a bondade.
Depois, perderam o autogoverno
E, por conseguinte, o livre-arbítrio.
Então, escapuliu o discernimento.
Agora, a maioria marcha no escuro,
Encoberta por sua própria venda,
Turvada do que é acessível, claro.
Tão curvada...
Chega a dar pena...
Que lástima,
Olhar apenas para os próprios pés.
Também eu, muitas vezes, tenho olhado.
Tantos perambulam esquecidos do mundo.
Muitos divagam contaminados pelo relógio, pensando apenas no futuro,
E se esquecem do tempo importante, oportuno:
Este breve presente.
"É hora!", enunciam os deuses cósmicos,
Do cair do temporal, do sol de rachar,
Da flor que morre e cresce em temporadas.
Obrigaram-nos demasiadamente à felicidade.
Hoje, suspeito que quem é feliz
Arrisca-se
A não entreter-se no jogo mundano.
A não cumprir as regras.
Eu retiro-me...
Essa brincadeira de mau gosto,
Eu chamo de
guerra.