segunda-feira, 28 de setembro de 2020

O cotidiano reflexo da natureza

O mar,

Em ondas, 

É o vai e vem,

A nos lembrar que os pequenos pedaços 

Fazem parte do todo 

E a única constância é a mudança.

O sol,

Em ciclos, 

É o nascer e o morrer,

A nos lembrar que o escuro e o claro 

Fazem parte da vida

E a única constância é a mudança.

As folhas,

Em voos,

É a juventude tenra e o envelhecer delicado,

A nos lembrar que deixar ir

Faz parte da estrutura da vida

E a única constância é a mudança. 


quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Suntuosa natureza

Gostar do sol,

Estando na sombra.

Do vento,

Estando em casa.

Do mar bravio, 

Da beirada.

Do hoje,

Amanhã.

De romance,

Pelos filmes.

De você, 

Por mim. 

A vida real,

De fenômenos,

Acabados e completos,

Exige mesmo certa distância,

Pois não para na nossa (humilde) opinião. 

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Agradecimento

Eu percebi

Que aquilo não era pra mim.

Mas, de teimosia,

Eu insisti e insisti.

Até que veio uma mão mística

E me obrigou a sair dali.

Eu sofri, é claro que sofri.

Mas é que ninguém pode 

Contra as leis da natureza.

Demorou, mas hoje eu pressinto

Que a tal mão divina

Foi um presente

Dos mais bem vindos.

Per se

O papel que me presto

É o que a mim foi dado.

O preço que pago, nem mais barato e nem mais caro,

É o que me é cobrado.

Como correr com o mundo, se ele pesa...

Como fugir mais rápido, se não adianta a pressa...

As promessas vagas são apenas impressões impostoras.

Não me importa mais se caço ou se sou presa,

O importante é o que faço comigo mesma.

Decisão

Seria mentira
Dizer que não foram 
Os olhares cruéis
Que me fizeram desistir
Ou os dedos apontados em disfarce.
Foi também, é certo,
A energia que se sente
Quando a gente sabe 
Que não é bem vindo.
Eu bem sei,
Desde o início, 
O entorno me entortou
Um pouco.
O julgamento alheio
Entornou os meus cafés com sonhos,
Mas eu também sei,
Quem dá a palavra final
Sobre a minha vida
Não são os outros -
Não pode ser os outros:

Sou eu.

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Para diminuir a chance de se perder

No fim,
As emboscadas
São as armadilhas
Duras e essenciais
Que precisávamos
Para buscarmos
Um novo olhar
Sobre a trilha.

sábado, 5 de setembro de 2020

Orações, corações e sentenças

Dizer muito,
Mas nada do que quer.
Dizer tudo
E ser leviano.
Ir levando a vida, sem se preocupar,
O ser manso.
O ser pacato, sereno, insano.
O fulano, o ciclano, 
Eu, humano,
A falar, e falar, e falar,
Sempre julgando.
Sempre sendo "justo",
A qualquer custo.
Não estou sendo?

A mente, da boca pra dentro

O paradoxo das palavras,
A liberdade para expressá-las,
A prisão soberana.

Falar do próximo,
Vez ou outra,
É prova
De que lhe têm
Nas mãos
E possuem, não só a sua boca,
Mas a cabeça toda.




sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Ocasião propícia

Não me oponho
À você.
Nunca o faria.
Ao contrário, 
Me coloco inteira 
Em suas mãos.

O universo todo sabe,
Até mesmo uma pequena parte da humanidade,
O nosso caso 
É muito mais de 
Oportunidade
Do que de oposição.

Ser luz quando a gente se conduz