Histórias
Também são feitas
De ausência
De momentos,
De quem,
Sem saber,
Nos apontou
Um futuro
De trajetórias
Bonitas
Com outrem.
Entrelinhas perdidas possuem lugar quando partilhadas. Textos e poesias de autoria de Lívia Gallo. Instagram: @versariarse, @lviag
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
quinta-feira, 24 de outubro de 2019
Portas e portos seguros
Um porto é
Seguro
Quando partimos à deriva,
Nos portando como marinheiros,
E podemos,
Por fim,
Retornar a ele.
Uma porta é
Segura
Quando podemos abri-la
Para sair do conforto,
Para escrever nossos próprios contos,
E, então, voltar,
Sempre que estivermos prontos.
Seguro
Quando partimos à deriva,
Nos portando como marinheiros,
E podemos,
Por fim,
Retornar a ele.
Uma porta é
Segura
Quando podemos abri-la
Para sair do conforto,
Para escrever nossos próprios contos,
E, então, voltar,
Sempre que estivermos prontos.
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Original
Para ser,
Ser uma,
Ser minha,
Ser tua
Metade
Ou totalmente
Inteira.
Para ser,
Ser eu,
Ser outra,
De outrem,
De ninguém,
Diferente de ontem,
Ser você mesma.
Ser uma,
Ser minha,
Ser tua
Metade
Ou totalmente
Inteira.
Para ser,
Ser eu,
Ser outra,
De outrem,
De ninguém,
Diferente de ontem,
Ser você mesma.
Consistência
A natureza,
A ciência
Estão aí
Para mostrar,
A conveniência
De uma vida
Inteiramente regrada
Não cabe em toda
E qualquer existência.
A mim não agrada.
E sempre fui vista,
Um pouco, como louca
Por optar, verdadeiramente,
Pela minha essência.
Se não agrada aos outros,
O que fazer?
Paciência...
A ciência
Estão aí
Para mostrar,
A conveniência
De uma vida
Inteiramente regrada
Não cabe em toda
E qualquer existência.
A mim não agrada.
E sempre fui vista,
Um pouco, como louca
Por optar, verdadeiramente,
Pela minha essência.
Se não agrada aos outros,
O que fazer?
Paciência...
domingo, 13 de outubro de 2019
Roda simétrica da purificação
O início
Está no fim
No fechar
Para abrir
No não
Para o sim
No golpe
Para a mão
Que empurra
Com toda força
A dor
Para bem longe
De mim
Está no fim
No fechar
Para abrir
No não
Para o sim
No golpe
Para a mão
Que empurra
Com toda força
A dor
Para bem longe
De mim
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Aprendiz
Apesar de aparentar
Esse jeito velho,
Sou verde,
Nasci há pouco da terra.
E ainda terei que amadurecer
Muitas e muitas vezes
Para conseguir encarar
As verdades da vida.
Esse jeito velho,
Sou verde,
Nasci há pouco da terra.
E ainda terei que amadurecer
Muitas e muitas vezes
Para conseguir encarar
As verdades da vida.
Transformação
Admito,
Sou ambivalente,
Um pouco heterodoxo.
Entretanto,
Às vezes,
Admiro
Meu jeito valente,
Um pouco sem nexo,
Meio custoso,
Por não ser o mesmo
Por adotar sempre o novo.
Sou ambivalente,
Um pouco heterodoxo.
Entretanto,
Às vezes,
Admiro
Meu jeito valente,
Um pouco sem nexo,
Meio custoso,
Por não ser o mesmo
Por adotar sempre o novo.
Encaixe
Quando sugeri
A mim mesma
Que me jogasse
De quando em quando
Em algo novo
Não poderia saber
Que surgiria
Algo tão nobre
Como o amor
Em nós.
A mim mesma
Que me jogasse
De quando em quando
Em algo novo
Não poderia saber
Que surgiria
Algo tão nobre
Como o amor
Em nós.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Condição de gratificar
Quando nos aproximamos
Da morte
Entramos numa orgia
De autocomisseração.
Pedimos perdão por quase tudo
Como que num estado de transe,
Pedimos bênção ao mundo
Alguns rogam para permanecer,
Outros apenas agradecem.
O irônico é que
Só podemos gratificar
A qualquer coisa,
Estando perto da morte,
Quando estamos bem aqui,
Com vida.
Da morte
Entramos numa orgia
De autocomisseração.
Pedimos perdão por quase tudo
Como que num estado de transe,
Pedimos bênção ao mundo
Alguns rogam para permanecer,
Outros apenas agradecem.
O irônico é que
Só podemos gratificar
A qualquer coisa,
Estando perto da morte,
Quando estamos bem aqui,
Com vida.
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
O último desamor
A reciprocidade
Do amor
Nunca morou
Na minha cidade
Nem no meu estado
Nem no meu país.
Nunca morou
No meu mundo,
E todos os amores
Me foram muito fatais.
Depois de você,
Falo sério,
Não quero amar
Nunca mais.
Do amor
Nunca morou
Na minha cidade
Nem no meu estado
Nem no meu país.
Nunca morou
No meu mundo,
E todos os amores
Me foram muito fatais.
Depois de você,
Falo sério,
Não quero amar
Nunca mais.
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