Faço falsas promessas,
Me perco em meus próprio desejos e propósitos.
Na maior parte do tempo eu me amo,
Tem horas que eu não me suporto.
Eu troco os pés pelas mãos porque, muitas vezes,
Não sei quem sou e nem o que quero.
Eu cresci buscando ser perfeita.
Ao ver que era impossível, eu decidi ser perfeita ao contrário:
Fiz tudo que é considerado errado,
Rebelde, subversivo, indomável.
Queria ir contra a perfeição,
Já que eu a amava, mas não poderia tê-la.
Hoje, eu escuto o discurso moralista,
Mas acredito que eu também dou discursos moralistas por aí.
O que me incomoda no discurso moralista
É que ele é carregado de "boas intenções" e de ingenuidade
Para criticar e denunciar ações humanas
Que nada mais são do que ações humanas.
Me parece que, no fim, o discurso moralista mais afasta o humano do que é ser (do que é) humano
Do que aproxima o humano da ideia de ser humano.
A discurso moralista jogado
Coloca as pessoas como monstros,
Como demônios, como bizarros,
Sem levar em consideração que o humano
Muitas vezes é anjo bom,
Mas também é monstro, também é demônio, também é bizarro.