domingo, 26 de abril de 2020

Para viver: esquecer

Quando há corte
Na pele
Logo sangra
E em poucos dias
Cria-se uma casca
Que repele qualquer infeção.

Nas imaterialidades
Do cotidiano também é assim.
Quando há cortes,
Dói, mas cria-se uma crosta
De tempo, para a cura:
O esquecimento.

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Ser luz quando a gente se conduz