Faz mal à vista
Do comum, do igual, do que é cópia.
O distinto, o ímpar, o desigual
Será sempre estranho, feio, oposto,
Inimigo,
Numa luta onde só um luta,
O diferente, ainda assim, não sairá ileso,
Mas sendo ele o peso nas costas do comum,
Os passos tornam-se mais leves e longínquos.
Caminhar sendo quem se quer,
Não o que querem que sejas
E receber a preciosa atenção do banal
É a maior prova de que o mundo
Precisa daquilo que é legítimo.
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