Com botas marrons à prova d'água,
A gravidade me engolindo,
Me jogando para baixo,
Em uma situação tão grave
O peso do mundo sendo imenso
E o número do meu calçado muito pequeno
Para o piso que piso,
Para andar com pressa,
Para correr da caça,
Para escapar sem rumo,
Sem prumo, presa, em defesa de mim.
Indefesa,
Não há calçado no mercado,
Não há,
Diante de tamanha gravidade,
Perante minha baixa estatura,
Da ínfima auto estima,
Das quedas diárias
E do meu inimigo íntimo,
Não há gravidade que me coloque no meu lugar
Ao lado de um grande amor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário