sábado, 13 de maio de 2017

Treze de maio

Daqui a alguns dias
Mais precisamente em um mês
Será tempo de completar vinte e cinco estações
Por chãos de terra
Morros cimentados
Algumas tristezas
Uma ou outra cratera
E um passo aquém de depressões.
Por sorrisos e lástimas
Uma certeza:
Quando há a morte, tem-se a vida.
Do frio do inverno em que nasci,
Em meados de junho,
Fiz do meu corpo matéria quente
E todo o meu interior incendeia,
Arde pela vida inteira.
Por acasos vivi casos de amor,
Pelo descaso dos mesmos,
Todos tiveram prazo,
Secaram-se rápido como composto de acetona e água em lago raso.
Nos muitos momentos de folia
Sempre preenchidos de boas companhias
A alma se sente preenchida
Mas depois da farra,
Tal qual depois de uma orgia,
O fogo apaga, o quente esfria
A matéria se tranca no quarto
Sozinha.
Daqui a um mês
Vinte e cinco estações
Mais um inverno frio
E a vida segue,
Um pouco esquecida,
Aquecida de meras distrações.

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