Escrevo
Para que amanhã eu me lembre.
Não aturo mais
Gente que me aponta o dedo
Gente que me indica a direção
Gente que acha que a sua ficção
Deve ser a minha realidade.
Não aturo mais
Gente que me difama
Gente que crê
Que deita na minha cama
E sonha a minha fantasia.
Não, eu não aturo mais.
Por isso esse poema.
E ficará olvidado na gaveta:
Para que eu não tenha mais que tolerarE ficará olvidado na gaveta:
Quem não me atura.
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