É preciso parar
É preciso pensar
É preciso parar para pensar
Que há um paradoxo
Na repetição das palavras.
Porque a imitação
É o plágio
Não renovador.
É o remendo
Da enorme corda
Que vai arrebentar.
O que é dito, redito,
Reiterado, tantas vezes,
Obviamente, gera efeito.
É preciso entender
Que as palavras repetidas
Podem ser uma luva
Disfarçada de garra.
Uma mão que nos acaricia
Quando a gente precisa
De uma mão que belisca.
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