Me sentei lá,
Na beirada,
Um pouco seca,
Um pouco molhada,
Nem muito pra um lado,
Nem muito pro outro...
Um pouco de tudo ali,
Eu, imóvel, fã da correnteza,
Assim é que foi.
Lá, sentada, eu observava os pássaros,
Como se um fosse a cópia perfeita do outro,
Mas a verdade é que cada um era um.
Nenhum deles, apesar de nadarem juntos, nadava igual.
Nenhum deles, apesar de descansarem juntos, descansava igual.
Uns com a cabeça mais curvada pra lá,
Outros com o corpo um pouco mais reto,
Um pouco mais cansado...
Sentada lá, pensava que não há tanta diferença
Entre os pássaros e a gente,
Exatamente porque, sendo nós distintos, somos também muito parecidos em comportamentos,
Em atitudes, em instintos,
Principalmente quando se trata da infinda vontade de voar.
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