Pensava que a vida
Nunca esteve a me amar,
Porque a cada dia findo
Era um dia a menos.
Mas então, ao embriagar-me de álcool,
De diversão e de alegria,
Também não estou me matando um pouco?
E suponho que tudo o que faço,
Faço porque me amo.
E então, ao amar você - e você a mim-,
Também não queremos tanto a vida
Que nos perdemos um pouco?
Ao querer estar ao seu lado,
Crio um abraço impossível de ser dado,
E só aumento a nossa distância.
Onde é que há um todo em que não exista dois lados,
Opostos, andando juntos,
Tal qual o espaço cheio de vazios?
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