quinta-feira, 5 de agosto de 2021

A alegria de ser quem se é

Sempre existiu este imã

Que me conduziu

Aos meninos do samba,

À galera da cerveja gelada no bar da esquina,

À toda gente de papos profundos sobre o mundo,

À rapaziada que se entrega à loucura

Porque está sempre na fulga de ser dominada, sufocada, retraída.

Foi assim que me criei, debaixo do riso livre,

Entre as música feitas com teor, miolo, conteúdo.

Foi assim, diante da poesia declamada por indivíduos

Que escolhi meus amigos

E eles me acolheram com amor infinito.

Foi assim, diante de situações espontâneas, puras, verdadeiras

Que separei o joio do trigo.

Foi assim que me fiz humana,

Quando censura nenhuma

Conteve a mim e aos meus meninos.

Hoje, eu olho para trás e vejo como foi lindo.

Eu ainda continuo indo, com este jeito intenso,

Sendo bicho do mato, distante, arredio,

Nunca sozinho,

Com os amigos que levo comigo.

Sempre existiu este imã

Que me conduziu à disposição

Das pessoas que tem o dom de ser mais do que pessoas,

Alguma coisa sobrenatural, meio divina:

Inspiração.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ser luz quando a gente se conduz