O sol batia em minha pele.
Tal qual depois de alguns tapas, o corpo na urgência de arder.
Então me direcionei à beira, onde a árvore oferecia sombra.
Ali, abraçada em mim, eu me perguntava,
Quando é que eu havia percebido que aquele romance não era para mim?
A resposta veio voando desajeitada, junto de borboletas amarelas:
Quando o desejo e o apego me bateram,
Colocaram-me em chamas, em estado efervescente,
E ainda assim eu não tive a possibilidade de ir embora.
Foi nesta hora que eu percebi que aquele romance não era para mim: quando o corpo todo doeu muito e fiquei imóvel.
Após me retirar do sol e ir para o frescor da sombra, percebi que aquele romance nunca poderia me dar isto que agora carrego,
E que também dói,
Mas dói menos:
Alternativas, alívio e poesia.
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