Não são só os problemas,
Nem apenas as situações extremas,
Não é também só os dogmas
E nem só as condições ínfimas,
Às vezes, somos nós
Que nos colocamos algemas.
Às vezes, a prisão não é externa,
Às vezes o cativeiro está na alma.
Mas como prender
O que não tem tamanho,
O que não é objeto, mercadoria, matéria?
Como aprisionar sonhos, o desconhecido, as ideias?
Se a vida fosse apenas o que palpável,
Onde estaria o amanhã?
Não fosse a vida alma,
Ânima,
Onde estariam os poemas?
Não fosse a vida essência impossível de pegar
Não estaríamos, de fato, sem saída?
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