Ando por aí,
A milhares e milhares de passos,
A procurar por você em todos os cantos,
Em todos os rostos,
No que sobra do raio de sol,
No meio das sombras,
Nas frestas das janelas dos bares,
Nas sombrias noites frias,
No início das manhãs,
Nas festas em que me sinto tão vazia.
E você nunca está,
Em nenhum corpo,
Em nenhum canto,
Em nenhum lugar.
Você nunca está.
E junto disso tudo,
Talvez pior do que isso tudo,
É que quando eu me pego a me olhar,
Quando eu arrisco a procurar por mim,
Eu também não me acho.
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