Como é que podemos acreditar
Na certeza das frases prontas,
Nas respostas seguras que damos às perguntas
Prepotentes dos outros
Se a vida incansavelmente nos mostra,
A todo segundo,
Que tudo é constantemente desconhecido,
Aleatoriamente novo,
Provavelmente problemático e improvável,
Deliberadamente ambíguo?
O que uma vida duvidosa e insegura pede,
Senão incerteza, ousadia e coragem,
Para nos responsabilizarmos, enfim,
Pelas escolhas que metodicamente combinam
Com a gente?
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