terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Tradicional tamborim

Que qualquer batuque
Faz a alma pular,
O piso tremer,
A boca falar,
Não é novidade,
Que até gringo se arrisca,
Em qualquer gingado e pista,
Até santo risca fósforo e pita
E pisa mesmo em qualquer avenida,
Em qualquer quintal.
Até eu, que não sei bailar, quando escuto o bandolim
Converto a vida em Carnaval,
Faço do não o sim
E no meio da rua lotada me sinta a tal.
O tal samba,
Do malandro, do trabalhador,
Que engendra batuque pra curar a dor,
Dá um negócio cá dentro,
Igual faz o amor na hora do encontro,
Igual traz a cama a riqueza do dono com sono,
Igual nos encabula o mágico com o último truque,
No samba tem aquele tal batuque.
O pé agitado em destaque,
Igual o pulo de alegria do tiro certeiro de bodoque,
O samba faz defunto acordar da morte,
A mocinha tomar um pileque,
O moleque achar a sua turma.
E impede que toda a gente durma
E quem escuta,
É tiro e queda:
Sempre pede mais uma.






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Ser luz quando a gente se conduz