segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Depois de partir

Na hipótese
De darem cabo da minha vida
Oro para que continue por aqui a poesia
A Adélia, a Matilde, a Hilda e a Virgínia


Na hipótese
De acabarem com a minha escrita
Rogo para que cuidem das palavras como eu faria
Com memória, com metáfora, com encanto e fantasia


Na hipótese
De cair o céu, da forma como eu sempre desabo
Rezo para que volte com a maresia quem foi e não devia
O arau-gigante, o cantor de samba, a minha mãe e sua alegria

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Ser luz quando a gente se conduz