sábado, 29 de abril de 2017

11-05-2016

Às vezes, sinto que o não sentir é o melhor que tenho a fazer. A despeito disso, não consigo cumprir a meta e me torno tão incoerente. Admito, toda essa bagunça aqui dentro já é recorrente. Sinto tudo que desejo desaparecer. Entre algumas reflexões e outras, meus desejos inconstantes tornam-se contestáveis. Há momentos em que a conclusão que chego é que todos esses sentimentos não fazem sentido. No entanto, me dê alguns minutos e eu faço desta tempestade um copo vazio. Do turbilhão de pensamentos, me dê uma distração meia boca e eu calo os gritos do meu corpo. O desaparecer de sentimentos não me parece eficaz. A distração acontece e depois o sussurro: fica. Tudo bem, um passo atrás. A volta ao ciclo, o sentimento empossado. Outrora penso, não fosse isso, seria eu o quê, um objeto inanimado? Ah, não vou mentir, não vejo propósito se o primordial for o não sentir. É que não nasci pra meramente existir.

Lívia Gallo

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Ser luz quando a gente se conduz