sexta-feira, 16 de agosto de 2024

Bocas malditas

Com uma matemática básica
Aqui, vou tentar explicar
A importância que as pessoas devem ter
Em nossas vidas.

Lá, onde trabalho, são quarenta e duas pessoas juntas,
Dentro de uma sala que, numa primeira impressão, aparenta ser gigantesca, se vazia, 
Todavia, parece pequena, quando cheia.
Destas quarenta e duas pessoas, cinco se juntam, todos os dias,
Para reclamar da vida, para falar mal de terceiros,
Para menosprezar pessoas,
Para zombar em sua essência,
Para infernizar histórias.
Falam baixo, cochicham, diferentemente dos outros,
Porque o que dizem não pode ser dito,
É o errado que precisa ser escondido,
Esse grupo de cinco.
Lá, também onde trabalho, vale ressaltar,
Existe eu, que significa o total de um, voltando à matemática. 
Agora, para resolver o problema de vez:
Das quarenta e duas pessoas, cinco me tiram a paz, me deixam enojada e apagam, quase que por completo, a existência dos outros, que dá um total de trinta e sete, contando comigo.
Porém, o meu número "um" significa o todo de mim, o tudo que sou,
O meu eu infinito, ímpar.
Logo, para terminar:
Cinco pessoas tentam eliminar trinta e sete,
Mas o "um", que é o que sou, meu eu inteiro, Completo, autêntico e verdadeiro,
Cinco precisariam de um batalhão
De cinquenta milhões de bocas malditas
Para exterminar,
E olhe lá.






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