quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Aspargos degeneram-se

Não faz muito tempo e era antes de ontem E a realidade não era assim As coisas não eram bem assim Em pouco menos de setenta e duas horas Os aspargos degeneram-se E quando entoa o badalo limite Já não servem para nada Senão para serem lançados ao lixo Como seriam um ou dois indivíduos Seres antes benéficos, positivos Que reduziram-se a resíduos Não sólidos, quebradiços, ocos Indevidos Vazios. É cômico, E, às vezes, matuto O problema é comigo? E se for, não há de quê. Se ciclano já estragou, Passou do ponto Já transtorna, cheira mal, E causa ânsia de vômito, Não é culpa minha sentir enjoo.

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Ser luz quando a gente se conduz