Não oponho-me
Ao chão rígido
Caminho
Que leva-me a pisar
Em areia fina
A presenciar, sem muita luta,
Com quase nenhum luto,
O enterro manso de pés
O sujar desencardido de mãos.
É importante frisar,
O asfalto, duro e teso,
Antes mesmo
Da orla de vento fresco,
Ameniza um ou dois pesos,
Apenas porque te leva
À terra fina,
Sepultura do caos, à beira mar,
Caixão de cabeça pequena.
A indagação que me naufraga:
Terá sempre que existir um peso,
Antes do caminhar com a brisa,
Para que se leve do fardo
Apenas o valor do que for leve?
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