A avenida Comendador Bastos
De cinza e grafites
Desbotados
Empresta significado pueril
Aos modernos carros apressados,
Aos pobres cachorros com sede,
E fala mais sobre a ânsia dos soldados
Fardados em bicicletas neons
Do que sobre o tempo estagnado
A começar da última pavimentação
Quando quem que por aqui passa
Não estava aqui para ver
A poluição catastrófica
De aroma e ruído, de poeira e de cólera.
E concede caminho sem faixa
À mãe com filho no colo,
Ao rapaz com dor na barriga
Que cruza de esquina em esquina
Até chegar à clínica de recuperação
Da microbiota intestinal,
Instalada debaixo da única árvore sobrevivente.
Portanto, salva o doente,
O ventre, a coluna,
Mas não recupera nada que é verde.
Fala sobre a humilde charrete e sua moleza,
Debaixo do sol, há mesmo que ter moleza.
Diz muito sobre o café vazio de tarde
Sobre a espera pela moça que trabalha ao lado
E só vem às quintas e sextas
Quando vem...Fala sobre a sobra de produtos
Sobre o suco detox vermelho sangue.
Fala a respeito de quando você vem
E sobra o fim de semana para tentar esquecer-lhe.
Fala sobre as crianças e seus óculos escuros
Dentro dos uniformes brancos e azuis
Diferindo-as somente por aquilo que elas não são.
Fala sobre a igreja sem muitos fiéis
Sobre o não uso do discurso macróbio cristão.
Fala sobre mim,
Sobre você,
Mas não fala sobre nós.
De cinza e grafites
Desbotados
Empresta significado pueril
Aos modernos carros apressados,
Aos pobres cachorros com sede,
E fala mais sobre a ânsia dos soldados
Fardados em bicicletas neons
Do que sobre o tempo estagnado
A começar da última pavimentação
Quando quem que por aqui passa
Não estava aqui para ver
A poluição catastrófica
De aroma e ruído, de poeira e de cólera.
E concede caminho sem faixa
À mãe com filho no colo,
Ao rapaz com dor na barriga
Que cruza de esquina em esquina
Até chegar à clínica de recuperação
Da microbiota intestinal,
Instalada debaixo da única árvore sobrevivente.
Portanto, salva o doente,
O ventre, a coluna,
Mas não recupera nada que é verde.
Fala sobre a humilde charrete e sua moleza,
Debaixo do sol, há mesmo que ter moleza.
Diz muito sobre o café vazio de tarde
Sobre a espera pela moça que trabalha ao lado
E só vem às quintas e sextas
Quando vem...Fala sobre a sobra de produtos
Sobre o suco detox vermelho sangue.
Fala a respeito de quando você vem
E sobra o fim de semana para tentar esquecer-lhe.
Fala sobre as crianças e seus óculos escuros
Dentro dos uniformes brancos e azuis
Diferindo-as somente por aquilo que elas não são.
Fala sobre a igreja sem muitos fiéis
Sobre o não uso do discurso macróbio cristão.
Fala sobre mim,
Sobre você,
Mas não fala sobre nós.
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