Assentado no covil da serra
Em amarelo desbotado
Cava buraco na grama verde
Refugia-se do humano
No plano de esconder-se do mundo
As frutas tombadas ao lado
Chama atenção por munir
Mosquitos e micro-organismos
Que moram no vazio
O profundo íntimo do corpo da dama
Vestindo vestido verde escuro molhado
Pelo suor de cada golpe na terra
É a comprovação da beleza da criação
Longe de tudo que é civilizado.
O enterro das raízes termina
Aproximo-me da casa
A comunicação é feita de aplausos
Oito são suficientes...
A porta desdobrando-se
Aponta a mulher com cabelos presos
Agora, vestindo vestido azul escuro seco
Avental e labuta.
Esmolo um sorriso e um copo d'água.
A forma como ela me olha
Indica que a nossa história
Acaba de começar
Pelas infindáveis sombras das goiabeiras.
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